madrugada, solidão de calmaria

A madrugada é minha amiga.
Nela, me sinto mais acolhida.
Silenciam os sons externos;
Restam meus próprios infernos.

São murmúrios e ruídos,
Sussurros confusos indefinidos.
Difícil acalmar meu peito em fúria
E silenciar tanta lamúria.

Mas ao passo que a noite adentra
Em meio a tanto sossego,
Inesperada, mente concentra
Dissolve todo apego.

Na madrugada que avança calada
Meu coração acalma por dentro.
Com a respiração desacelerada
Sinto apaziguar todo tormento.

Solidão de calmaria, madrugada.
Propícia ao mergulho no eu.
Substitui estímulos por nada,
Envolve o entorno em breu.

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