12 meses

Guga - olhar

Gustavo fez 1 ano. Foi assim, rápido mesmo. Um ano inteiro se passou — quem diria? Entre choros, cólicas, fraldas, amamentação, abandono da amamentação, mamadeiras, papinhas, brinquedos, dentinhos, engatinhadas, passinhos… Hoje temos um bebê com carinha de criança sapeca, já… mas ainda um bebê. Um bebê tamanho G.

Louco por explorar o desconhecido, descobrir e se aventurar, ele pede (grita) que lhe demos espaço! Quer desbravar o mundo, subir no seu carrinho e sair sozinho. Debruça-se sobre a porta e grita “RUA!” (em sua língua: ih-iiiihh).

Às vezes me pergunto se estou dando a ele todas as oportunidades de que precisa para conhecer o mundo… Gostaria de ter mais tempo para ele, levá-lo ao parque todos os dias, sentar na grama, na areia, na terra, e observá-lo brincar.

Com a percepção do tempo que se passou e do seu crescimento nítido, bate em mim a saudade. Uma certa nostalgia, não tanto do que passou — pois este momento está tão delicioso que não trocaria por nada, não tenho vontade de voltar a nenhum estágio anterior —, mas do que está por vir. Uma nostalgia antecipada, pois sei que ele vai crescer ainda mais, e este bebezão delícia que hoje se joga nos meus braços, que pede colo, que morde meus ombros e minhas bochechas para coçar as gengivas doloridas com os dentinhos nascendo, logo vai dar lugar a uma criança. Uma criança linda, tenho certeza. Mas o bebê em breve se despedirá.

Não é um sentimento ruim, essa nostalgia. É bom, é gostoso de sentir. Uma agradável percepção de que passamos bons momentos no último ano e que agora nos encaminhamos para outra etapa. Esses 12 meses foram cheios de novidades, a cada dia, todos os dias. Nossa rotina mudava constantemente, quando pensávamos nos acostumar com o ritmo dele de um jeito, ele ia lá e mudava o ritmo de novo. Qualquer situação que se repetisse por mais de 3 dias, constituía, para nós, uma “fase”. E fases que se sucediam umas às outras, numa evolução cadenciada – e intercalada com involuções, que também fazem parte do caminho.

Hoje fui levar o pequeno à creche e ele me surpreendeu se desprendendo de mim, jogando-se para a professora e lá ficando, animadamente, sem olhar para trás. Senti muito orgulho do meu pequeno crescendo, se tornando independente, dentro de suas possibilidades. Pareceu-me ter deixado toda uma etapa para trás, essa adaptação difícil pela qual passamos… Não significa que não haverá retrocessos à frente, pois isso é bem provável. Com novas doencinhas e novos afastamentos, provavelmente virão outras readaptações, outros períodos difíceis… Mas este — mais este! —passou.

Orgulho do meu pequeno e sensação de dever cumprido. Entre erros e acertos, vamos construindo nossa história, ajudando esse menino lindo, de olhos grandes e pestanudos, a construir a dele. E ele vai nos guiando pelo desconhecido.

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